2.3.13

Admiro-nos. Admiro-nos quase como se não existíssemos. Quase como se fossemos apenas mais uma quimera do amor. Do verdadeiro amor. E se não fosse a sortuda que sou por vivenciar tudo isto, talvez também duvidasse da existência deste sentimento tão puro e tão forte como o amor é. Talvez apontasse para a imaginação do hipotético. Porque imaginar é uma viagem com destino à terra dos sonhos. E nós somos um sonho. Mas não um banal do qual nos lembramos ao acordar. Nós somos um sonho tornado realidade. Um sonho que se desenrola enquanto adormecemos nos braços um do outro. Um sonho que não vê o seu término ao despertar, porque perdura por uma vida. E por duas ou três. E por todas quantas existirem. Somos a prova de como os sonhos também podem construir a realidade. Porque a realidade pode tocar na imaginação. E vice-versa. O segredo é sonhar, porque o sonho comanda a vida. E a vida é sentir a magia.  A magia do verdadeiro amor.

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