A vida dá muitas voltas. Tantas, mas tantas. Por vezes, dá mais voltas do que aquelas que pensámos suportar. Outras tantas vezes, mais rápido do que imaginámos alguma vez ser possível. Mas aguentamos. Acabamos por ter que aguentar. E continuamos firmes, porque o que não nos derruba, torna-nos mais fortes.
8.2.14
4.2.14
Gostava de conseguir voar. Ser uma borboleta que pousa sobre os cadernos rabiscados de alguém que encontra a inspiração além das quatros paredes do seu quarto. Ser uma gaivota que pousa sobre a areia molhada pela ondulação do mar e fica por ali a admirar a sua beleza. Não importa. Só gostava de conseguir voar. Voava todos os dias para lá. Para o nosso sítio. Para aquela praia. A nossa praia.
1.2.14
E se um dia tudo mudasse? E se tudo o que viveste até então te trocasse as voltas e deixasse de existir? Ou, pelo menos, de ser conforme outrora fora? Para onde fugias tu? Ou a quem recorrias tu? Será que sabes responder a estas perguntas? Ou melhor, será que te passa pela cabeça a resposta assim que lês todas estas interrogações? Algo especial. Algo obviamente óbvio e que dá sentido a todas as questões. O teu rumo. O teu norte. O teu tu. Eu tenho. Tenho-te, melhor dizendo. Porque me tenho em ti. E estou em boas mãos. Porque é junto a ti que eu vejo que sou tão forte quanto me dizem ser. É a teu lado que eu alcanço as minhas vitórias. E é a teu lado que as derrotas me sabem a uma nova forma de vencer no futuro. És o meu coração, aquele que me bombeia a vida. Tens a força do sentir. Do amar. És poderoso. O mais poderoso. E juntos, somos imbatíveis. Não foi por acaso que nascemos para a vida naquela praia. Com a força do mar e a magia do luar, os nossos corações encontraram o caminho certo. E não foi coincidência. Foi amor.
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