Gostava de conseguir voar. Ser uma borboleta que pousa sobre os cadernos rabiscados de alguém que encontra a inspiração além das quatros paredes do seu quarto. Ser uma gaivota que pousa sobre a areia molhada pela ondulação do mar e fica por ali a admirar a sua beleza. Não importa. Só gostava de conseguir voar. Voava todos os dias para lá. Para o nosso sítio. Para aquela praia. A nossa praia.

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