19.11.12

A vida é um mar de memórias. Umas que vêm e outras que vão, assim como as ondas do mar. Umas que nos trazem a saudade de um passado que já passou e outras que nos entregam à determinação do sonhar e à força de enfrentar o futuro que virá. Mas ainda há mais. Há as memórias que ficam e vão ficando até ao momento em que uma onda chega e apaga as pegadas que iam ficando na areia. Isso, as pegadas na areia. Não no coração. No coração as memórias são escritas com tinta permanente, porque é no coração que se encontram as melhores memórias de uma vida. E essas são aquelas que ficam e vão ficando. Sempre. E são essas memórias que o mar eleva até ao seu cimo para que flutuam connosco, em uníssono com o decorrer da vida. Porque são essas que nos assaltam o pensamento por um maior número de vezes. É isso que lhes transmite importância. Importância e força. E essa é a força com que as desejamos sempre por perto, sem que sejam levadas com a maré. Por isso, elas ficam e vão ficando sempre ao nosso redor, num labirinto de memórias como o mar.

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